Pesquisa e Extensão

Os Observatórios do NEEGI são grupos de trabalho responsáveis pela elaboração e implementação de atividades de pesquisa e extensão que versam, prioritariamente, sobre Integração Regional na América Latina, África e Ásia; Geopolítica Energética e Transição Tecnológica; e Estratégia dos Países Emergentes, especialmente dos países dos BRICS.

Observatório da Integração Regional na América do Sul

O processo de Integração Regional na América Latina contemporânea é um processo complexo e multifacetado. Para proceder a uma análise mais aprofundada deste processo é necessário reconhecer que este envolve processos de cooperação e integração em múltiplas áreas, como: (I) no âmbito Político e Institucional, em que predomina a participação de Estados e atores Estatais; (II) na esfera Econômica, em que a integração envolve desde o aumento da interdependência comercial, até a estandardização de políticas macroeconômicas e a integração produtiva; (III) no campo da integração sociocultural, que envolve atores estatais e não estatais, desde programas de cooperação educacional e acadêmica, até a atuação de movimentos sociais e da sociedade civil organizada; (IV) no nível geopolítico inclui desde a integração securitária e a construção de uma política de defesa regional comum; até a construção de infraestrutura integrada de energia, transportes e comunicações, que aparecem como componentes fundamentais para sustentar outras formas de integração, na medida em que viabilizam a circulação de pessoas, informações, serviços e produtos.

Embora esses processos possam ser considerados predominantemente fenômenos de longa duração, sofrem grande influência das constantes transformações estruturais das relações internacionais, das crises (globais e locais) e das mudanças de conjuntura nos campos da política, economia e geopolítica. Os impactos destas transformações para a integração contemporânea na América Latina e Caribe é o que o Observatório da Integração Regional pretende analisar de forma crítica e contínua, visando estruturar um banco de dados acessível ao público comum e para pesquisas acadêmicas, através da difusão de informação por meio de uma plataforma gratuita, veiculando notícias, artigos, vídeos e demais materiais.

Observatório da Energia e da Geopolítica dos Recursos Energéticos na América Latina

Energia e Recursos Energéticos podem ser considerados variáveis determinantes para a compreensão das relações de cooperação e conflito nas relações internacionais contemporâneas. Entende-se aqui Energia de forma abrangente, enquanto um conjunto de indicadores que inclui os sistemas envolvidos no aproveitamento socialmente útil de recursos energéticos, desde a extração ou exploração, transformação e transporte, até o uso final de recursos energéticos. Para compreender a importância destes recursos, torna-se fundamental analisar a capacidade de decisão e uso da infraestrutura energética e de pesquisa e desenvolvimento tecnológico.

Neste sentido, o objetivo central do Observatório da Energia é viabilizar o monitoramento e a análise do panorama atual e das principais mudanças na geopolítica energética e na geopolítica do petróleo, incluindo o acompanhamento de temáticas como: (I) a evolução da extração petrolífera nos principais campos da região, como a exploração petrolífera na Venezuela, Colômbia, Equador, Argentina e no Pré-Sal brasileiro; (II) o desenvolvimento da exploração de outros recursos energéticos fósseis (gás natural, carvão, xisto); (III) a construção de usinas, centros ou sistemas de geração de energias renováveis (principalmente hidrelétrica, eólica e solar); (IV) melhorias de eficiência energética ou processos de inovação tecnológica envolvendo a construção de novos sistemas de geração, armazenamento, distribuição ou consumo de energia, assim a criação de sistemas inovadores de geração ou aproveitamento de energia na região; (V) a integração energética regional, através da construção de interconexões, redes de conexão elétrica, gasodutos e oleodutos, a fusão e aquisição de empresas energéticas, ou a criação de empresas energéticas multi-estatais ou binacionais; (VI) o planejamento energético e a construção de políticas de segurança energética nacionais ou regionais. 

Observatório dos BRICS

O grupo identificado como os países BRIC refere-se ao acrônimo criado por Jim O’Neill, do Banco de Investimentos Goldman Sachs, em 2001, que refere-se ao grupo de países composto por Brasil, Rússia, Índia, China. Este grupo de países emergentes foi identificado como tendo um grande potencial de crescimento econômico, permitindo que estes estejam entre as maiores economias do mundo até 2050. Desde 2009, os países do BRIC passaram a realizar Cúpulas periódicas, passando a incluir a África do Sul a partir de 2011, quando o grupo passou a ser identificar como BRICS.

O Observatório dos BRICS desenvolve trabalhos referentes à três esforços analíticos sucessivos e complementares: (1) Análise  quantitativa do perfil energético, militar, tecnológico e econômico dos países integrantes dos BRICS, (2) Análise qualitativa das decisões e políticas adotadas pelos países dos BRICS e (3) A sustentabilidade do crescimento, e, portanto, do processo de ascensão relativa destes países emergentes no Sistema Internacional.

Ademais, o Núcleo possui 12 Linhas de Pesquisa ativas, a saber: 1. Análise de Conjuntura, História Contrafactual, Simulações, Projeção e Prospecção de Cenários, 2. Economia Política e Geopolítica do Sistema Mundo, 3. Geopolítica da Energia e dos Recursos Energéticos, 4. Geopolítica da Tríplice Fronteira: Infraestrutura, Território e Desenvolvimento em Regiões de Fronteira, 5. Geopolítica dos BRICS e das Relações Sul-Sul, 6. Geopolítica dos Conflitos e processos de Integração Regional na América do Sul, 7. Geopolítica dos Conflitos e processos de Integração Regional na África e Oriente Médio, 8. Geopolítica dos Conflitos e processos de Integração Regional na Ásia Oriental, 9. Geopolítica dos Conflitos Internacionais, Estudos Estratégicos, Defesa e Inovação Tecnológica, 10. História da Integração Regional, 11. Meio Ambiente na Tríplice Fronteira, 12. Relações entre o Pacífico e a Amazônia. Desde 2014, no âmbito do NEEGI, foram desenvolvidos diversos projetos de pesquisa, os quais encontram-se listados a seguir:

Projeto: Análise dos processos de Integração Regional da América do Sul: Observatório de monitoramento dos processos de Integração Geopolítica, Integração Securitária e Integração de Infraestrutura.

Projeto: Análise geopolítica dos processos de Integração Energética e de Infraestrutura na região da Tríplice Fronteira Brasil-Argentina-Paraguai : História, economia, diplomacia e cenários prospectivos para os processos de cooperação envolvendo as binacionais de Itaipu (fronteira Brasil-Paraguai) e Yacyretá (fronteira Argentina-Paraguai).

Projeto: Observatório da Energia na América Latina: Geopolítica dos Recursos Energéticos, Infraestrutura, Tecnologia, Segurança e Integração Energética.

Projeto: Complementaridade e complementação comercial na América do Sul.

Projeto: Integração Econômica da América do Sul: as relações Brasil-Argentina como pilar.

Projeto: Integração Produtiva na América do Sul: Comércio e Complementação Industrial.

Projeto: Considerações acerca do capital financeiro na América Latina.

Projeto: Integração Regional: Amazônia e MERCOSUL.

Projeto: Períodos Geopolíticos, regionalização, transfronteirização e urbanização na tríplice fronteira – Brasil, Paraguai e Argentina.

Projeto: A questão urbana na tríplice fronteira – Brasil, Argentina e Paraguai. Globalização, fragmentação e militarização.

Projeto: Urbanismo nos territórios de fronteira.

Projeto: Territorialidade e controle da circulação a partir dos nós aduaneiros dos países do Mercosul: Fase 1 – Foz do Iguaçu-PR/Brasil.

Projeto: Sentinelas da Fronteira: Notas sobre o papel dos representantes diplomáticos na fronteira platina (1828-1852).

Projeto: A tríplice fronteira e os novos temas das relações internacionais: o terrorismo internacional.

Projeto: Relações Sul-Sul: África e América Latina em Perspectiva Comparada.